Stinger
16/10/2005, 21:56
Guerra de ficção treina militares
Manobras da Operação Pampa 1 envolvem 12 mil profissionais da Aeronáutica, da Marinha e do Exército, num adestramento único no Sul que só encontra paralelo com simulações feitas na Amazônia
HUMBERTO TREZZI.
Foto: Arivaldo Chaves/ZH
<!--[if gte vml 1]><v:shape id="_x0000_s1034" type="#_x0000_t75" alt="" style='width:234pt;height:155.25pt; mso-wrap-distance-top:3.75pt;mso-wrap-distance-bottom:3.75pt;float:left' stroked="t" strokecolor="white" strokeweight="4.5pt"> <v:imagedata src="complemento_arquivos/image005.jpg" o:href="http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/1623031.jpg"/> </v:shape><![endif]--><!--[if !vml]-->http://www.exercito.gov.br/resenha/complemento_arquivos/image006.jpg
A vedete das manobras realizadas na Base Aérea de Canoas ontem, quando o território gaúcho foi repartido entre os exércitos Azul e Vermelho, foi um F-5 modernizado, com camuflagem de tigre
Eram 10h quando dois caças AMX em vôo picado furaram o nevoeiro e deram um rasante sobre a pista da Base Aérea de Canoas, assustando os visitantes e pondo em alerta os uniformizados. Os AMX, jóias bélicas sediadas na Base Aérea de Santa Maria, estão ligados ao Exército Vermelho e tentaram um ataque de surpresa à sede do Exército Azul. Os dois exércitos, fictícios, são os oponentes que pelejam na maior manobra militar do ano no sul do Brasil, a Operação Pampa 1, que se estende até quinta-feira.
A Pampa reúne 12 mil militares da Aeronáutica, da Marinha e do Exército, num exercício de adestramento único no Sul e que só encontra paralelo na Operação Timbó, realizada na Amazônia. Na manobra iniciada ontem, o território gaúcho foi repartido ao meio. No Leste, o Exército Azul. De Santa Maria para o Oeste, o Vermelho. O curioso é que a guerra já tem vencedores certos - os azuis.
É ficção, mas levada a sério. Os militares acordaram às 5h para preparar a defesa da Base Aérea de Santa Maria, intuindo que seriam atacados. Os AMX vieram a 850 km/h de Santa Maria e poderiam ter surpreendido os azuis, mas foram detectados muito antes. Um avião-radar R-99 A, ligado ao Exército Azul e dotado com um super-radar embutido na fuselagem, detectou a movimentação das aeronaves "vermelhas" quando elas decolavam. É que o radar móvel rastreia qualquer vôo num raio de 500 quilômetros.
A vingança contra a agressão deve ocorrer no sábado
O avião-radar alertou quatro caças F-5, que expulsaram os AMX dos céus "azuis". Entre os F-5 estava um modernizado, com camuflagem de Tigre e que foi a vedete das manobras de ontem.
A vingança contra o ataque-surpresa dos vermelhos deve acontecer sábado. Mais de 250 integrantes da Brigada de Pára-quedistas do Rio saltarão sobre os campos de Saicã (entre Rosário do Sul e Cacequi), no coração do território vermelho. Baterias antiaéreas e aeronaves vermelhas tentarão repelir o ataque azul, num adestramento que põe à prova a capacidade defensiva das três forças militares brasileiras.
Temos que nos entrosar e a melhor maneira é com ações - diz o general João Francisco Ferreira, comandante da Brigada Pára-quedista.
Jornal Zero Hora - Sexta 14 de outubro de 2005.
Manobras da Operação Pampa 1 envolvem 12 mil profissionais da Aeronáutica, da Marinha e do Exército, num adestramento único no Sul que só encontra paralelo com simulações feitas na Amazônia
HUMBERTO TREZZI.
Foto: Arivaldo Chaves/ZH
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A vedete das manobras realizadas na Base Aérea de Canoas ontem, quando o território gaúcho foi repartido entre os exércitos Azul e Vermelho, foi um F-5 modernizado, com camuflagem de tigre
Eram 10h quando dois caças AMX em vôo picado furaram o nevoeiro e deram um rasante sobre a pista da Base Aérea de Canoas, assustando os visitantes e pondo em alerta os uniformizados. Os AMX, jóias bélicas sediadas na Base Aérea de Santa Maria, estão ligados ao Exército Vermelho e tentaram um ataque de surpresa à sede do Exército Azul. Os dois exércitos, fictícios, são os oponentes que pelejam na maior manobra militar do ano no sul do Brasil, a Operação Pampa 1, que se estende até quinta-feira.
A Pampa reúne 12 mil militares da Aeronáutica, da Marinha e do Exército, num exercício de adestramento único no Sul e que só encontra paralelo na Operação Timbó, realizada na Amazônia. Na manobra iniciada ontem, o território gaúcho foi repartido ao meio. No Leste, o Exército Azul. De Santa Maria para o Oeste, o Vermelho. O curioso é que a guerra já tem vencedores certos - os azuis.
É ficção, mas levada a sério. Os militares acordaram às 5h para preparar a defesa da Base Aérea de Santa Maria, intuindo que seriam atacados. Os AMX vieram a 850 km/h de Santa Maria e poderiam ter surpreendido os azuis, mas foram detectados muito antes. Um avião-radar R-99 A, ligado ao Exército Azul e dotado com um super-radar embutido na fuselagem, detectou a movimentação das aeronaves "vermelhas" quando elas decolavam. É que o radar móvel rastreia qualquer vôo num raio de 500 quilômetros.
A vingança contra a agressão deve ocorrer no sábado
O avião-radar alertou quatro caças F-5, que expulsaram os AMX dos céus "azuis". Entre os F-5 estava um modernizado, com camuflagem de Tigre e que foi a vedete das manobras de ontem.
A vingança contra o ataque-surpresa dos vermelhos deve acontecer sábado. Mais de 250 integrantes da Brigada de Pára-quedistas do Rio saltarão sobre os campos de Saicã (entre Rosário do Sul e Cacequi), no coração do território vermelho. Baterias antiaéreas e aeronaves vermelhas tentarão repelir o ataque azul, num adestramento que põe à prova a capacidade defensiva das três forças militares brasileiras.
Temos que nos entrosar e a melhor maneira é com ações - diz o general João Francisco Ferreira, comandante da Brigada Pára-quedista.
Jornal Zero Hora - Sexta 14 de outubro de 2005.